13.6.07

XIV Salão Nacional de Humor de Ribeirão Preto já tem vencedores! E o cartum acima recebeu uma menção honrosa!

O vencedor na categoria Charge foi J. Bosco, Belém – PA, com a obra Sem Título. Nesta categoria a Menção Honrosa ficou para Clauro, Ilha Solteira – SP, com a obra O Flautista; e para Miguelzin, Niterói – RJ, com a obra Congresso Nacional 2007.

Na categoria Cartum o primeiro prêmio ficou para Jota. A, Teresina – PI, com a obra Sem Título. As Menções Honrosas foram para A. de Faria, Belo Horizonte – MG, coma obra Lendo o Obituário; Clauro, Ilha Solteira – SP, com a obra A Corrida; e Hector Salas, Salvador – BA, com a obra Perna de pau.

O 1º Prêmio para a categoria Caricatura foi para Ray Costa, Rio de Janeiro – RJ, com a obra Romário. As Menções Honrosas ficaram para Emerson S. da Silva, Petrópolis – RJ, com a obra Habemos Papa!; Manohead, Garopaba – SC, com as obras Marilyn Manson, Björk, e Hiro Nakamura.

31.5.07

29.5.07

Notícia boa vem em dobro!
Com este cartum bem minimalista, simples mesmo, ganhei uma Menção Honrosa no XV Salão Internacional de Desenho para Imprensa de Porto Alegre.
E para duplicar minha alegria, além de receber a notícia através de amigos meus, vejo também seus nomes na lista dos premiados: Premio Cartum - Duke com a obra Passarinho; Menção honrosa Charge - Jota A com a obra Pinóquio; Premio Caricatura - Márcio Leite com a obra Sobel; e Menção honrosa Quadrinhos - Evandro Alves com a obra Curva do Rio.
Todos os quatro, companheiros de traço e também pacientes e diários interlocutores meus no MSN!!
O salão foi presidido por Ana Luz Pettini, composto por Edgar Vasques, Fernando Jorge Uberti e José Guaracy Fraga, Gilmar Fraga, Pedro Alice e Tatiana Tesch.
Abaixo o resultado completo do XV Salão Internacional de Desenho para Imprensa de Porto Alegre:
Premio Cartum - Duke com a obra Passarinho
Menção honrosa - Adriano de Faria com a obra O Salto Ornamental do Faquir

Premio Charge - Élson da Silva Soto com a obra Aquecimento Global
Menção honrosa - Jota A com a obra Pinóquio

Premio Caricatura - Márcio Leite da Silva (Leite) com a obra Sobel
Menção honrosa - Eduardo Batistão com a obra Monteiro Lobato

Premio História em Quadrinho - Jean Galvão com a obra Carona
Menção honrosa - Evandro Alves com a obra Curva do Rio

Premio Ilustração - Editorial Rogério Coelho com a obra Em busca da sombra
Menção honrosa - Maurício Negro com a obra Quem não gosta de fruta é xarope

3.4.07

Dom Quixote de La Mancha, o Cavaleiro da Triste Figura e seu fiel escudeiro Sancho Pança - quem diria - usando um GPS.

Um pai de um amigo meu contou-me que a cidade onde nasceu, no passado, fazia ligação com a capital apenas por uma trilha de tropeiros. Certo dia, ele foi até sua terra natal de helicoptero e, observando lá de cima o caminho, percebeu que era o mesmo utilizado no passado, a cavalo e pelas montanhas. Ele então perguntou ao piloto qual era aquele percurso. O piloto respondeu que era o mais curto, o caminho indicado pelo GPS. Os tropeiros de antigamente faziam o melhor percurso apenas utilizando de seus saberes, sem nenhuma tecnologia que hoje tanto usufruimos para nos guiar.
Pensando nisso tive a ideia deste cartum. Aproveitei o maior personagem do grande escritor espanhol nascido em Alcalá de Henares (Espanha), em 1547, e falecido em Madri no ano de 1616: Miguel de Cervantes y Saavedra.
Ps: o cartum, uma aguada de nanquim, é uma releitura de famoso desenho do também espanhol Pablo Picasso.

28.3.07

Caricatura: Romário (de Souza Faria), o "Baixinho".

27.3.07


25.1.07

Que montagem horrível!

14.11.06

Estava conversando com uma amiga sobre os estados da matéria, no caso a água: sólida, liquida e gasosa... No meio da conversa tive essa idéia meio louca de tratar o desenho como matéria e inventar seus estados, a partir do trocadilho entre liquido e linear.
Agora, não me perguntem se isso é um cartum que nao vou saber responder. Pelo menos, é um desenho falando de Desenho.


26.10.06

Caricatura do Carlos Drummond de Andrade.
Meu primeiro desenho enviado para um salão de humor, o de Caratinga. E, também meu primeiro desenho premiado: 1º Lugar Caricatura Livre!

26.9.06

26.5.06

25.5.06

23.5.06

19.5.06

4.5.06

26.2.06

Também publicado em www.digestivocultural.com.br

15.2.06

Urinol Outdoor!
A reprodução da reprodução da reprodução de Duchamp... Este cartum é uma ilustração para um ensaio do poeta Affonso Ronamo de Sant'anna ("Martelando o Urinol"), publicado no site www.digestivocultural.com .

1.2.06

Este cartum não ficou bom; nem o desenho nem a idéia. Mas, já que ele existe, publica-lo-ei! Afinal desenhamos para nos expressar. Seria necessário o instrumento, ao músico, se ele apenas o tocasse para si mesmo? Bastava ler a partitura...

24.1.06


18.1.06

17.1.06

Por vezes tento educar meu pensamento, reprimí-lo até. Acho desconfortável aquele fluxo de coisas que constantemente nos invandem quando na verdade deveriamos dedicar concentração a uma coisa apenas. Lí num livro sobre Budismo que estas são identidades paralelas à nossa identidade essencial.
Foi aí que pensei neste cartum acima...
Fiz a primeira versão deste desenho em formato A3, todo aquarelado, para uma amiga minha jornalista. Queria presentea-la com um grande bouquet, tão grande que nele pudessem viver passarinhos e borboletas! Não encontrei o presente... Então o fiz em desenho.
Faz alguns dias, vi o meu bouquet preservado em moldura e pendurado numa parede da casa de minha amiga. Pensei em roubá-lo, mas... optei por fazer uma outra versão.

Pensei este cartum faz algum tempo.
O tema suicídio me intriga e reflito a seu respeito rotineiramente. Mesmo havendo nele tanto desespero, penso também que deve ser necessário muita coragem para sua efetiva realização.
Plágio!
André François fez um desenho (acho que um auto-retrato) onde um cartunista aparece de costas debruçado sobre a prancheta enquanto em sua cabeça afloram ramos e flores.
Uma estátua para a República do Valerioduto!

20.12.05

O texto abaixo é uma crônica que escrevi para a matéria Jornalismo Opinativo:
Sobre o desenho
Dos quatro aos seis anos de idade, morei no Rio de Janeiro. Meu avô era químico do Jóquei Clube e me lembro de sempre vê-lo ler o JB pelas manhãs. Após ele ir para o trabalho, eu me sentava em sua cadeira e fingia ler o jornal. Algum tempo depois, comecei a acreditar que já sabia ler e escrever. Então peguei algumas folhas de papel e comecei a rabiscar e as mostrei para minha avó. Ela então me disse que eu não tinha escrito nada, mas desenhado. Mais tarde, alguns anos depois, ganhei de presente um livro, ALÉM DO RIO – do Ziraldo. Foi o primeiro livro que li e me lembro dos desenhos feitos apenas de cores que ao se tocarem formavam uma linha. Isso me impressionou.
Todas as férias, até minha maioridade, passei em Cataguases. Minha família paterna é da zona da mata. O centro de Cataguases foi projetado por Oscar Niemeyer. Eu era o único neto que não tinha bicicleta. Eu usava uma bicicleta emprestada bem antiga. Rodava toda cidade, admirava a arquitetura. Um dia, deparei-me com uma igreja toda pintada. Aquilo pra mim foi uma grande alegria. Os desenhos eram soltos e livres. Nas manhãs seguintes voltei à igreja para ficar copiando os desenhos. Disseram-me que aquilo era uma pintura e seu autor se chamava Cândido Portinari; e que não havia apenas uma igreja, mas várias espalhadas por toda a cidade.
Algum tempo passou e minha avó levou-me à casa de uma tia velha, parente distante. A casa era cheia de quadros. Vi marinas do Panceti, bandeirinhas do Volpi, retratos de Portinari. Quase todos os pintores da semana de vinte dois e do modernismo. A casa também era um projeto do Niemeyer. E me explicaram que arquitetura também era desenho. Depois minha avó me deu uma coleção de livros grandes com obras de muitos pintores, desde Gioto até Cézzane.
Voltei para Belo Horizonte e me disseram que perto de casa havia um museu. Aquela bicicleta bem antiga já era minha. Comecei a pedalar em volta da lagoa da Pampulha quase todos os dias. O museu não era aberto ao publico, mas atrás dele ficava o único bebedouro de todo o entorno da lagoa. Ao contornar o museu, entre as cortinas, eu observava as pinturas largadas e espalhadas no chão, desprezadas. Uns três anos depois o museu foi reaberto e pude rever todos aqueles quadros. Disseram-me que aquilo se chamava acervo.
Algum tempo passou e descobri que perto de minha casa também havia uma escola de Belas-Artes. Fui até lá e pedi pra assistir as aulas como ouvinte. Deixaram. Ia para o colégio de manhã; às tardes eu desenhava na escola nova. Então, conheci uma professora, Sandra Bianchi, grande desenhista e aquarelista, que me deu aulas por uns dez anos. Fui seu aluno e até hoje a visito para levar meus desenhos e discutí-los com minha amiga. Certa vez, ela me convidou para conhecer um grupo de teatro de bonecos que ficava ao lado da escola de Belas Artes, o Grupo Giramundo. Fiz a visita e comecei a ir ao local constantemente para ficar olhando um senhor desenhar. Ele se chamava Álvaro Apocalipse e foi a única pessoa que vi fazer um circulo perfeito a mão livre. (Dizem que Gioto foi convidado para pintar para o Papa por fazer um círculo a mão livre). Então perguntei como ele fazia aquilo. “O corpo é a ferramenta da mente”, me respondeu. Naquele dia aprendi que a linha antes de ser riscada já existe como pensamento. Exercitar o pensamento da arte e treinar a destreza do corpo é exercício para toda uma vida. Quando um artista ultrapassa esse limite não há mais nenhuma limitação, nenhum erro. O desenho fica livre como eram os primeiros desenhos que vi na igreja.
Ps: Sempre em minha casa tive contato com o desenho. Meu pai possuia alguns Pasquins antigos e colecionava todas as revistas do Henfil. Haviam também Asterix e Tintin. Quando fiz quinze anos, minha mãe perguntou-me o que eu queria. Respondi que não tinha nada pra ler. Ela então fez uma assinatura do jornal Hoje em Dia. Nesse jornal conheci os cartuns do Mario Vale e as ilustrações do Caú Gomes. Entendi o que era cartum. Mais tarde veio a leitura da revista Bundas e depois o Pasquim21. Mas foram nas aulas com Sandra Bianchi que aprendi o pouco de desenho que sei, ou não consegui aprender ainda... Sei lá!

16.12.05

Confesso que sofro de uma mistura de ansiedade e receio sempre que início um novo desenho. Este meu sentimento é semelhante ao medo que antecede um mergulho numa piscina de água gelada. Fiz o pequeno desenho acima pensado nisso...
Certa vez, li que o ateliê de Miró ficava perto de uma praia, mas não possuia janelas. Então, perguntram ao pintor sobre este detalhe e ele respondeu que a pintura era um mergulho para dentro de si mesmo. Miró pintava suas imagens interiores.
Desde a invasão dos EUA no Afeganistão venho fazendo variações deste desenho. Já devo ter feito umas dez, pelo menos. Esta é a ultima - de todas, a mais enxuta.